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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O que você fala e o que eu entendo


Primeira condição para que alguém fale e outra escute é:

Falarem a mesma língua.

Falarem a mesma língua a partir de uma cultura comum.

Falarem a mesma língua com intenção de comunicar - da parte de quem fala - e de entender - da parte de quem ouve.


Há anos o Steinberg desenhou cartoons em que esta impossibilidade era tangibilizada.

Quando escrevo estes textos sempre me pergunto se estou sendo claro, e se ao ser claro estou sendo relevante.

Se nada disto importa, também não importa a compreensão de qualquer tema. Ou não ?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Todas as surpreendentes coincidências da história do Brasil...não foram coincidências

As novas terras portuguesas achadas por Cabral estavam situadas a menos de 370 léguas a oeste das ilha de Cabo Verde, pois somente as terras além desta distância seriam espanholas, como por exemplo as Américas descobertas por Colombo em 1492...

Caramba! Os portugueses passaram os anos 1400 navegando pelas costas da África, que mapearam trecho por trecho até que Bartolomeu Dias chegou em 1488 ao Cabo da Boa Esperança, a porta de entrada para o Oceano Índico, percorrido por Vasco da Gama, quase 10 anos depois até Calecute, abrindo oficialmente os caminhos marítimos para fugir das taxações e monopólios que elevavam o preço das “especiarias” ,vendidas na Europa a patamares inalcançáveis pela maioria absoluta da população.

Olhe para um mapa-múndi e veja a imensa distância entre Portugal e a Índia e se tiver paciência calcule a distância a ser percorrida. Era mais do que uma volta ao mundo. A ser vencida em embarcações de menos de 30 metros de comprimento. Com tripulações que precisavam se alimentar, receber os tratamentos médicos disponíveis e voltarem para Portugal com os bolsos cheios.

Todo este esforço hercúleo “apenas para importar especiarias sem pagar tantas taxas pelas rotas terrestres”?


Se no continente europeu a “necessidade” da higiene pessoal permanece ainda hoje como algo a ser mais popularizada (banhos semanais ou quinzenais, não são raros na França, Itália e Alemanha) o que se dirá da limpeza pessoal em embarcações em que a água tinha de ser reservada para o consumo acima de tudo?

As naus podiam ser pressentidas sempre que os ventos soprassem em direção ao litoral. Elas eram tão fétidas que hoje causariam engulhos em qualquer pessoa afeita a banhos, mas os seus tripulantes - a origem desta fedentina – não eram por ela afetados já que era geral – natural – e seria um motivo de espanto e talvez até de nojo se por acaso houvesse um navio sem este cheiro de navio...

No entanto as pessoas que compunham estas tripulações eram nos séculos XV e XVI uma seleção dos mais capacitados profissionais da navegação existentes no mundo.

Há a tendência de imaginarmos que os comandantes destas frotas eram os detentores isolados do conhecimento e que suas tripulações eram formadas por gente forte, com boa saúde, e que não podia pensar muito. Pois, se pensasse, cairia fora diante da imensidão e riscos de suas missões.

Esta percepção da ignorância dos tripulantes das grandes navegações é mais um tabu a ser desmontado. Qualquer dos embarcados quando sabia escrever podia se tornar autor de obras preciosas sobre viagens e sobre o mundo por eles acessado.

As embarcações portuguesas eram o máximo em evolução da engenharia naval na época Com as caravelas - os portugueses foram explorando baía por baía desde o Norte da África até o mais distante ponto ao sul em busca de dois objetivos: chegar às terras do Preste João e encontrar uma rota para as riquezas das Índias que fugissem das existentes terrestres e de seus pedágios.

O lucro das viagens por mar seria astronômico. Sem pagar um tostão no caminho e com os porões dos navios abarrotados de especiarias...Claro que havia o risco dos naufrágios, mas este estava presente para quem estivesse em qualquer mar...

As caravelas que tornaram estas viagens portuguesas possíveistinham uma característica única, especialíssima: as velas latinas,armadas de forma semelhante à dos modernos barcos a vela para competição: eram presas a um mastro por um de seus lados e ao contrário das velas grandes e redondas das outras embarcações, elas usavam a aerodinâmica para permitir navegar contra os ventos...

As velas latinas possibilitam navegar com um barco à vela contra o vento. Ou quase contra o vento. No mínimo 45° contra um vento de proa, podendo chegar a 35°. Deste modo “os bons ventos” que num navio com velas redondas não precisam ser apenas os que chegam a 90° do rumo pretendido. E muito menos apenas os ventos de popa.

Todas estas explicação náuticas estão aqui para evidenciar dois diferenciais competitivos dos portugueses: eles sabiam navegar contra ventos contrários (em zigue zague) indo com muito mais rapidez a seus destinos, e contavam com um tipo de embarcação tecnologicamente muito superior a todas as demais e que eles sabiam melhor do que qualquer marinheiro navegar.

Todo este conhecimento náutico não tinha sido obtido por acaso. Por mais estranho que isto possa parecer aos olhos de quem considere os portugueses como menos sofisticados – especialmente nestes tempos remotos – o centro mais sofisticado de pesquisas do mundo no século XV estava em Portugal. Ficou conhecida como Escola de Sagres, e o seu inspirador foi o Infante D. Henrique, que sem ter nunca velejado, entrou para a história com o nome de “Navegador”.

Há também alguns tabus em relação a esta escola, que não teria existido como Escola, mas como um centro de pesquisas que acolhia cristãos, muçulmanos e judeus, numa mistura explosiva para os padrões da época. Mas seu ambiente livre, libertário, encorajou a melhor pesquisa científica.

A cruz de malta nas velas portuguesas se originou na Escola de Sagres que foi dentre outras coisas o resultado da destruição da Ordem dos Cavaleiros Templários, em Malta cujos remanescentes foram abrigados em Portugal exatamente onde anos depois ficou “instalada” a Escola de Sagres.


Nova pausa para respirar...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Brasil não é tão diferente dos demais países ...por acaso

Como num texto de blog o redator ousa se meter num tema cuja exposição requereria um embasamento acadêmico de conformidade com todas as regras?

Explico e tento justificar: este texto refugia-se na informação jornalística. Este blog é dedicado a derrubar tabus. E está aberto – os comentários livres estão disponíveis para qualquer leitor interessado em refutá-lo, Apoiá-lo, comentá-lo.

Entenda esta postagem como um início de debate, mas leia o exposto a seguir e veja se nele não há indícios suficientes para justificar o título e a derrubada de mais um tabu.

É um tabu antigo com mais de 500 anos, mas como ele influencia a nós brasileiros até os dias de hoje merece uma revisão.

Convido você a dar um mergulho assistido em nossa história e na história do mundo.

Justifico este mergulho de mais de 500 anos com dois pensamentos do William Faulkner:

Facts and truth really don't have much to do with each other.

Ele escreveu isto nos anos 20, e poucas pessoas louvaram a sua afirmação que se tornou cada vez mais verdadeira nos anos seguintes. Os fatos e as verdades de fato nos provam todos os dias que não têm muito a ver entre si.
A segunda frase do Faulkner também da mesma época nos leva a pensar ainda mais profundamente:

The past is never dead. It's not even past.

Basta você analisar, qualquer que seja a sua idade hoje, como o seu passado permanece vivo dentro de você, influenciando mesmo quando você não fica remoendo o que fez... o que você faz hoje ou deixa de fazer.

Vamos então ao nosso mergulho de 500 anos ao passado:


Cabral chegou ao Brasil no comando de uma esquadra de 13 navios organizada para chegar às Índias contornando o Cabo da Boa Esperança, no sul da África, seguindo o percurso de outra pequena frota (de três navios) comandada por Vasco da Gama, dois anos antes.

Iria percorrer o caminho marítimo para chegar às riquezas da Índias fugindo dos riscos e das taxas para que as mesmas mercadorias poderem chegar à Europa pelas vias habituais, por terra e por mar, mas sem dar a volta oceânica pelo sul da África.

Mas a nova rota da frota de Cabral em vez de seguir os rumos habituais – ao longo da costa africana, incluíram uma navegação tão aberta para oeste que os levou ao litoral da Bahia. E ao “achamento” como o denominou o escrivão da frota Pero Vaz Caminha de uma Terra de Santa Cruz devidamente registrada como uma nova possessão dos portugueses por decreto papal em abril de 1500 tudo de acordo com o que estabelecia o Tratado de Tordesilhas assinado em 1494 entre os reinos de Portugal e Espanha dividindo as novas terras que estavam sendo descobertas entre os dois países, num documento também assinado pelo papa Alexandre V.

O que o papa tinha a ver com isto? A Santa Sé e o seu pontífice eram reconhecidos como os legítimos representantes de Deus na Terra.

Se o papa dizia que alguma coisa deveria ser feita de alguma maneira não poderia haver qualquer força humana para contestar.

Pausa para respirar. Pois este texto vai sair muito maior do que o previsto inicialmente...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Convite para derrubarmos Tabus:




A maior virtude de nosso novo mundo interconectado é a possibilidade de derrubarmos inverdades históricas.

Até poucos anos atrás qualquer pesquisa mais séria requeria deslocamentos internacionais, pesquisas em universidades e bibliotecas desde que você pudesse comprovar a validade de suas intenções, buscar livros, achar autores entrevistá-los e por fim chegar a poucas linhas de pesquisa séria.

Não é sem razão que hoje tantas "verdades" históricas estão sendo derrubadas.

Pra que fazer isto?

Por que não deixar os fatos antigos em paz e não mexer em vespeiros?

Afinal de contas o que vale é o que estamos vivendo agora.

O passado já passou e em nada poderá alterar a nossa vida hoje...

A resposta meio ilógica, meio arrogante, meio aberta a muitas críticas seria a mesma dada pelo Hillary sobre as razões que o levavam a querer escalar o Everest diante de tantos riscos e à inutilidade de tantos esforços:

- Porque ele está lá!

É o desafio de não aceitar inverdades e em nosso caso não permitir que estas inverdades possam orientar a nossa forma de pensar.

Mas, será que outros compartilham comigo desta aflição?

Vou criar um novo blog dedicado à derrubada de tabus.

Vou me dedicar à derrubada de inverdades - tabus - que me chamam mais a atenção.

E vou convidar a todos a proporem a sua derrubada de outros tabus, a contestarem também a todos os tabus derrubados pelos outros autores.

Vai dar muito trabalho, com toda a certeza ...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Você já fala Google sem sotaque?


Já andei dizendo que se os gregos do V século a.C vissem como funciona o Google iriam colocá-lo no Olimpo lado a lado com Júpiter e com os outros deuses.

Nunca houve algo tão poderoso na Terra, nem tão capaz de promover o progresso da raça humana, no toque de alguns botões.

O problema é que você e todos nós precisamos aprender TODOS OS DIAS as novidades do Google.

É uma tarefa que tornará insignificantes todos os seus esforços nos anos de estudo, desde as primeiras letras até o doutorado.

Todo o conhecimento do mundo existente ou em formação está à disposição de quem for capaz de usá-lo.

Vou dedicar este ano de 2010 a me tornar um experiente operador do Google.

Detesto a ideia de que estou vivendo este momento e não sou capaz de usar nem um décimo do que o Google pode me proporcionar...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Quando o You Tube estiver na sua TV o que vai acontecer com as TVs no mundo?




























Hoje mais ou menos 1 bilhão de pessoas vão acessar o You Tube de seus computadores.

As audiências dos programas de televisão, inclusive no Brasil, estão caindo e caindo ainda mais junto aos mais jovens.

Pela televisão, porém, o brasileiro assiste "grátis" uma obra prima quanto à produção, texto, atuação dos artistas, perfeita adequação quanto ao uso da mídia como vimos nos dois primeiros capítulos da novela Passione.

O You Tube que vinha também oferecendo "grátis" o mais completo acervo de imagens jamais imaginado no mundo, está começando a oferecer atrações pagas; coisa de menos de um dólar até perto de 6 dólares por programa.

Não conheço jovens - que acompanham séries de tv norte-americanas - que não as assistam antes da exibição na televisão baixando os capítulos no momento em que eles são disponibilizados na rede.

Logo, sem precisar usar mais do que dois neurônios, dentro de pouco tempo o normal será assistir o que cada um quiser na tela cada vez maior do aparelho de televisão, deixando para a tv transmitida por emissoras para as tarefas que lhe sejam mais adequadas.

Esportes, noticiário interpretado, e uma crescente interatividade.

Mas, quem vai pagar esta festa?

Os custos serão menores ou maiores do que os hoje existentes?

Caramba! Quanto custa cada capítulo de uma novela como Passione?

Como aferir o ROI de um comercial destinado a gerar lucros para um programa de alto custo para audiências menores ano após ano?

Estamos diante de uma bicicleta, acabada de ser inventada, que ninguém ainda sabe como andar, nem mesmo só para montar.

Sugiro que os próximos passos sejam dados em relação à interatividade.

A interatividade, porém, requer a transferência do poder de quem sempre foi a voz ativa para quem tem sido sempre a audiência passiva.

Coisa muito difícil, pois no momento em que a audiência se torna ativa ela passa a dar as cartas.

Aguarde, como eu aguardo, os próximos capítulos que serão imperdíveis.

Mas torne a sua audiência tão ativa quanto possa.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O Mundo está pronto para ouvir o que você tem a dizer. Sugiro você enviar o texto para pioborges@yahoo.com



Diante de tanta beleza você tem algo a dizer? Então diga!


Tenho a certeza de que a terceira lei de Newton - toda ação corresponde a uma reação igual e contrária - não se aplica somente à física; ela se aplica ao dia-a-dia de todos nós.

É impossível acontecer algo (bom ou mau) sem que as pessoas opinem formal ou informalmente avaliando se aquilo foi bom ou foi mau a partir de suas próprias vivências.

Se houvesse a possibilidade de uma viagem no tempo – para qualquer tempo – e cada um de nós chegasse lá como “testemunha ocular da história” não haveria quem não desse uma nova interpretação ao que estava ocorrendo.

E devido a esta miraculosa visão de perto a possibilidade da história ser reescrita com a sua visão particular seria uma certeza.

Se você visitasse qualquer lugar em que a história foi escrita, aposto que ela seria virada de cabeça para baixo.
No entanto todos temos hoje, sem precisar viajar no tempo, a possibilidade de julgarmos e opinarmos sobre tudo o que ocorre da maneira mais livre já imaginada.

E estamos com a faca e o queijo, ou com o teclado e o mouse, nas mãos para dizermos para todo o mundo o que realmente está acontecendo. Ou não?

Já há uma legião de pessoas no Brasil que se manifesta todos os dias na seção de cartas da imprensa e nos comentários ao que é veiculado pela Internet.

Mas isto ainda é pouco. Você tem direito de ir bem mais longe.

Diante de tanta fartura de acessos a nosso alcance muitos e muitas evitam a participação no debate,” pois tanta gente já está fazendo isto que talvez não valha a pena ser apenas mais um”.

A julgar por alguns comentários publicados em sites há uma justificativa para a timidez: uma boa parte dos comentaristas não têm muita intimidade com a língua portuguesa.

Não se trata de demonstrar condições de entrar para a Academia, mas de saber a diferença entre o “a”preposição do “” verbo, o caso mais difícil, sem falar de palavras que mudaram de grafia ao longo dos anos.

Muita gente que quer opinar e tem boas contribuições a dar aos debates vai em frente deixando de lado estes cuidados com a língua.

Mas, acho que a maioria tem medo de arriscar-se diante do mundo.

Pois, em vários destes fóruns de debates, logo depois de um comentário com erros vem outro chamando o comentarista anterior de analfabeto para baixo.

E desacredita as suas boas observações devido à incapacidade do autor usar a língua portuguesa.

O que fazer?


Aqui vai uma proposta ousada: mande o que você quer dizer para o e-mail que criei somente para receber estas mensagens.

pioborges@yahoo.com

Darei uma penteada no seu texto e antes de publicá-lo no Liberdade Carioca com o nome do autor, o enviarei para você que concordará ou não com a forma penteada que terei dado a ele.

Se não concordar não publico.
Se concordar ele vai aparecer para todos.